quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Meninos da Pátria

Meninos sem rosto
nas sinaleiras
pedindo trocados,
agitando flanelas
como estandartes imundos,
meninos invisíveis
de mundos subterrâneos
inventando com laranjas
artes de circo
que não alimentarão
suas bocas famintas,
meninos do futuro
da pátria amada,
como esperar
a revolução silenciosa
se o prato é pouco
e a pátria, quase nada?



Lembrete: amanhã (sexta-feira) eu me despeço do Blog de 7 Cabeças aqui.

4 comentários:

Juliana disse...

Nossa, que coincidência incrível. Enquanto abria o seu site, estava lendo uma proposta de redação enviada pelo professor, com o tema: "a questão do menor infrator no Brasil, levando em consideração a responsabilidade da sociedade civil e de seus representantes legais." Em anexo, há o texto da música "Pátria que me pariu" e o comentário de um jornalista sobre o episódio do ônibus 174. Esta é uma questão que toca absolutamente a minha emoção, não consigo ficar afogada na ilusão que torna visões como essa da tua poesia um fato corriqueiro. Fico contente que mais alguém compartilhe da vontade de colocar lentes nessa invisibilidade social. Acho que falei demais, mas é isso aí, agora vou tentar ser racional na redação, rs.

Abraço, Edu.

Ariane Rodrigues disse...

poesia engajada...sempre quis fazer...esta tua não poderia ser menos brilhante! Abraços!

Marina disse...

Que futuro a gente tem, se o futuro são eles? Futuro do quê?

Linda a participação lá no Blog de Sete Cabeças, Eduardo. Beijos!

Mariana disse...

gostei de ver um poema seu com caráter mais crítico.mandou super bem! =)
rs...bisous!