quarta-feira, 15 de julho de 2009

Liberdade

Quero escrever o que nunca foi lido,
cantar o que ninguém gritou
e amar como não se sentiu jamais.

É só uma estrada,
assim diz o mapa, o guia, o costume.
Mas por onde andam os pés
desavisados
que ousaram trilhar atalhos?

Não quero ser avisado.
Deixem-me descobrir sozinho
o gosto da praia que eu escolher.

E o beijo que eu provar
da namorada que nem ouso querer,
esse eu não contarei.

(Precisarei de um mistério
quando o poema terminar.)

versos e fotografia de Eduardo Trindade

9 comentários:

Thainá Rosa disse...

Ta aí a graça das coisas...
O não saber, a surpresa!
Bonito poema ,Edu!

Sandra Regina de Souza disse...

Tbm precisarei de algo forte quando a poesia calar! Lindos versos, moço!!! bjos

Meire disse...

'E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo..'

gostei muito do poema!

Juliana Lima disse...

maravilhoso poema!
te segui!

beijso

J Alexandre Sartorelli disse...

Há sempre um mistério sem pergunta e com resposta...
[]´s

Luísa disse...

A resposta ao mistério é a pergunta que fica no ar...
Boa sorte na tua praia!
Beijinho terno

Äмbзr Gïrℓ ⅞ disse...

seus versos sao sempre um deleite.

Blog Suicide Virgin

Marcel Angelo disse...

cada dia que se esvai, sinto a vontado de viver mais...
e é mais forte o desejo de desandar na estrada, um vagamundo, partindo na velha barca que eu fiz um dia quando pequeno, numa época em que eu via o mundo cercado de prédios...
báh, devaneios...
mas bem, isso é um sopro de inspiração...
obrigado

magna disse...

porquê refazer caminhod dantes já trassados,sendo que superar limintes e vencer obstáculos é mais emocionante!
a vida sem emoção não é nada e que nossos pés tracem novos caminhos!