sexta-feira, 27 de março de 2009

Ilha

O vento sopra nas pedras
acariciando mexilhões
como quem dedilha uma flauta.

O vento ensina canções às gaivotas.

As gaivotas mergulham n’água
como quem desce ao sonho
de um abraço bem dado.

O mar beija a areia
como quem ama indistintamente
todas as pedras da praia.

Ilha, beijo que não acaba,
que é sempre uma procura...

O mar suspirava continuamente
ouvindo as doces cantigas
que o vento ensinava às gaivotas.


imagem e versos de Eduardo Trindade

13 comentários:

Ana disse...

Ainda estou sentindo a canção do vento tocar por aqui...e ainda estou sorrindo ao saber que esses lindos versos estão guardados na minha caixinha de lembranças...rs
Bela foto poeta!
Abraços sinceros!
outro envelope pegando estrada!rs

Paula disse...

Gostei da foto e dos versos...
O mar tem sempre tanto para nos dizer, não é memso?
Quando ouvimos o mar, acabamos por nos ouvir a nós mesmos...

Ariane Rodrigues disse...

Oi Eduardo, gostei muito da maneira como insere em cada estrofe um novo elemento que culmina ao final com a retomada de todos os referentes (mar, gaivota, cantiga, vento, suspiro)... Poema bem pictórico, mas que nos remete aos sons litorâneos. Abraço!

Juliana disse...

O mar é inspiração para poetas, energiza corpos e é um espetáculo para contemplar.
O que torna tão interessante uma ilha, que é rodeada por esse pedaço de infinito...

Abraço, Edu
=)

Senssis disse...

O mar é especial. Permite recarregar baterias e embalar-nos nos nossos sonhos e melodias da natureza!
Belo texto!
Parabens.
Bj

Victor Gil disse...

Olá amigo.
O mar. Adoro o mar.

"O vento sopra nas pedras acariciando mexilhões como quem dedilha uma flauta".

Frase muito interessante, num poema muito bom.
Agradeço a visita ao meu novo blog. Estava na Marinha de Guerra Portuguesa, quando se deu a Revolução dos Cravos. Vivi por dentro os acontecimentos. Estes poemas são o começo da minha poesia. Passados tantos anos não quero que se esqueça uma coisa que foi muito importante para todos os portugueses, para os povos africanos de expressão portuguesa, e de certa maneira até para o Brasil, como bem diz a frase de Chico Buarque, que citas no teu comentário. O "Fado Tropical", também se refere ao que se passou por cá.
Um abraço
Victor Gil

Äмbзr Gïrℓ ⅞ disse...

quem nunca ouviu um dia as canções que a brisa marinha compõem perdeu uma parte da vida!

poema majestoso!

bjs!

Sissym disse...

Edu, pensar em mar, ilha, vento... não há nada mais gostoso. Eu adorei a foto. Sua?

Depois vou mostrar à Laura sem comentário.

Saudades... Beijinhos...

Karina Marques disse...

bem bonito...

tudo!

Marta disse...

Até eu já suspiro, Eduardo :)

Tão doce, tão calmo, tão bom!

Uma ilha. De afecto.

beijo + abraço, poeta

Thalita Castello Branco, disse...

Tão doce...

Paulo Braccni disse...

parabéns pela proposta e por todo o trabalho q aqui vislumbrei. tudo muito lindo repleto de sensibilidade e emoção. voltarei mais.

Marcel Angelo disse...

Gostei, o mar...
Passou uma boa sensação,
não um vasto mar de msitérios e lendas, ao qual me habituei

mas á aquele mar mais próximo,
que nos envolve.
Um mar que também, menos as pessoas percebem.

Poesia pura.
Abraços.