terça-feira, 4 de agosto de 2009

Face

Vês teu retrato
na água do lago?
Tantas rugas,
serão elas fruto
do sol que te toca
dia após dia
ou das ondas que turvam
vento após vento
o lago,
o sorriso
e o próprio sol?


fotografia e versos por Eduardo Trindade

9 comentários:

Aмbзr Girℓ ⅞ disse...

a vaidade humana, o tempo, tudo isso pude ver nesse seu curto e belo poema. sem deixar claro, de ser humano. adorei.

Blog Suicide Virgin

Dani Santos disse...

Hoje andei lendo Rubem Alves e sua Beleza. Isso que toca e vem de dentro, não o que é externo e visto a olho nu.O Belo cravado pelo tempo, dia a dia, preciosamente esculpido, esse quê de profundo mistério pelas coisas que são verdadeiras e cruas. Essa beleza que se esconde por trás dos olhos. Isso que só quem tem olhos profundos vê. Poetas vêem com os olhos da alma.

Abraço grande pra ti.

Neotenia disse...

Oi, Eduardo! Quanto tempo! Mais uma vez ando um pouquinho sumida, agora é culpa do doutorado!

Mas de vez em quando passo por aqui! Aproveita e passa no meu blog, tem uma surpresinha para você!


Um grande abraço!

Paulo Monfort disse...

escreve muito bem viu...
parabéns

J Alexandre Sartorelli disse...

As rugas são o prenúncio do poente...
[]´s

Luz do poente

O sol revela
Teu corpo para o mar.
As ondas em tua pele,
O brilho de teu olhar.

A lua brilha
No lago de teu mirar.
Hora profunda e breve,
Suave luz do luar.

Marta disse...

tanto, tanto. Me disse tanto este poema,

abraço com sol, eduardo

Anitha Rosenrot disse...

"serão elas fruto
do sol que te toca
dia após dia
ou das ondas que turvam
vento após vento"

Que lindo!Como você pensa nessas coisas ,heim Edu?
Muito bom!

Juliana disse...

e se eu não conseguir ver? acho que meu lago está meio poluído... rs. beijo, Edu

Thalita, disse...

Oh, afável Narciso.