terça-feira, 9 de setembro de 2008

Além dos Livros de História

Sabe essas cidades
em que as calçadas de pedra
falam?

Pois descobri uma cidade
em que as paredes
é que sussurram,
atrás das portas fechadas,
beijos longínquos.

Eu te faço, então, o convite
para um novo beijo
no ritmo daqueles tantos
beijos de outras eras
- infinito.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Busca


Em vão procuro
o eco de teus beijos
no silêncio de teus passos.

O relógio não pára.

sábado, 2 de agosto de 2008

As Valsas Invisíveis

Hoje eu tenho uma novidade das boas: depois de alguma expectativa, estou lançando meu primeiro livro, As Valsas Invisíveis.
O estilo do livro é o que alguns de meus amigos e leitores já conhecem - aliás, alguns textos dentre os que eu listei aqui há alguns dias efetivamente fazem parte do livro.
E mais notícias boas: o lançamento será no dia 15, com uma sessão de autógrafos na Bienal do Livro de SP! Assim, fica desde já o convite a quem puder aparecer. A presença de cada um será um grande prazer! Aos que não puderem, fica, mesmo assim, o convite para prestigiar minha obra e divulgar para possíveis interessados.
Então, vamos lá:
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O quê: sessão de autógrafos de As Valsas Invisíveis, livro de estréia de Eduardo Trindade
Quando: 15 de agosto às 15h
Onde: Bienal do Livro de SP – Anhembi – estande da editora LivroPronto, na esquina da rua M com a av. 6
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Assim que o livro estiver à venda, prometo voltar a informar.
E espero que torçam para que dê tudo certo!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Canção Vagarosa


Vejo-te despercebida
do mar em que navegas.

Vagas vagarosa
em vagarosas vagas.

Uma flauta quebrada
no alto do mastro

sopra a canção despercebida
do vento vagaroso.

Vejo-te navegante
de uma canção do vento.

Sonho-te vislumbrando
o dia que já vem.

sábado, 12 de julho de 2008

Diana

Diana, a caçadora,
sustém o arco
contra seu maior inimigo
e o tiro sai ágil, certeiro,
fatal.

Pobre Diana!
Na pressa, tomara por engano
uma das setas encantadas
de seu sobrinho,
Cupido.

Texto e foto: Edu Trindade
Licença poética: a retratada é, na verdade, a ninfa Eco, apaixonada por Narciso

domingo, 22 de junho de 2008

Ave de Arribação


Gosto de deixar a interpretação das minhas obras a cargo de quem as observa. Neste caso, o título é uma pista, chamando a atenção para a ave que paira sobre a cena. Sendo de arribação, ela alçou vôo vinda do solo; as cores também mostram isso, com o tom da ave "pertencendo" à paisagem de tons quentes. Tons quentes, mas entre os quais só se vê as pequenas formigas. O que terá levado a ave a querer sublimar este espaço?

sábado, 8 de março de 2008

Sensorialidades

Qual a cor da tua pintura
Quando não há ninguém olhando?

Qual o perfume do teu colo
No instante em que a chuva começa?

Que toque tem o mar
Com suas ondas e espumas
Quando nele ninguém se banha?

Deixa-me chegar mais perto:
Quero saber o que diz a rosa
Quando ninguém está ouvindo.

E a rosa:

“Qual o gosto do teu beijo
Roubado assim de repente?”

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.fotografia e versos (do livro As Valsas Invisíveis) por Eduardo Trindade

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Memórias a cores





Numa conversa com a Anitha (a moça da minha cartola mágica favorita), exploramos o assunto da pintura, especialmente o quando e como começar a pintar. Então eu prometi, e estou cumprindo agora, mostrar alguns trabalhos mais antigos.
Aqui estão quatro pinturas que ilustram um pouco a minha “evolução”. São todas de 2004, em papel, imediatamente antes de eu começar a me dedicar a telas e tinta acrílica – meu material preferido atualmente. Explorei desde uma imagem quase que completamente abstrata (o título da primeira é “Jardim”) até uma bem figurativa (a quarta delas é uma paisagem de Saquarema, no litoral fluminense); comecei com cores mais puras e depois fui me aventurando a misturá-las; e alternei imagens que tinha visto ao vivo com outras que descobri em meus sonhos.
E, lógico, uma das muitas conclusões que me vieram é de que esses sonhos valem a pena! Quem mais se atreve a sonhar também?

domingo, 6 de janeiro de 2008

Ideografia


Outro pequeno quadro, quase uma brincadeira. As cores, quentes e vibrantes, fornecem o pano de fundo, mas não mais que isso. Imaginei, a princípio, ideogramas de uma língua misteriosa. Porém, os "ideogramas" logo ganharam uma espécie de vida própria e o movimento característico (pressentido mas não realmente observado) de personagens de uma singela história em quadrinhos...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

O Beijo do Vento


Um quadrinho simples e pequeno...
Porque beijo é bom em qualquer situação, beijo nos põe em movimento, beijo põe tudo em movimento... Homenagem, então, ao Beijo e ao irmão Vento.