quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quarto minguante

Hoje é dia de lua esguia no céu.
Falta um pedaço aqui dentro.

A mesa está posta, a noite pousada,
teu jogo de talheres e o prato preferido,
mas sou eu que me sirvo.

É dia de lua esguia no céu,
até a rua parou para ver
e o escuro fez silêncio lá fora.

Leio um livro. Penso num disco,
como são tristes as valsas
bailadas sozinhas na noite vazia.

É noite de lua esguia no céu,
procuro o pedaço de mim que tem o teu nome.

3 comentários:

Luís Coelho disse...

A dança da lua nos seus quartos e fases é sempre um bom momento de poesia.
Aquilo que falta à lua e o que me falta a mim e me transporta numa dança sem final previsto.

Alice disse...

Veremos valsas solitárias até quando?

Muito lindo!!!

Beijo, Eduardo!

Gaby Soncini disse...

Lindo, muito lindo!