terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sete vezes sete

Hoje vou dar um tempo à minha escrita habitual e enveredar por outro caminho. Já disse antes que não me sinto à vontade com muitas das correntes que circulam na blogosfera; mas faço uma doce exceção quando não se trata de correntes, mas de gente querida. Nas últimas semanas, andei recebendo presentes-surpresas que quero retribuir agora, embora com algum atraso.
Primeiro Yara, a criativa e impagável amiga do Dueto de Um que tenho o prazer de conhecer pessoalmente apesar de ela morar quase no outro extremo do país, citou este blogue e fez um convite para o “Desafio dos Sete”.
A Marina, do blogue Do Fundo do Mar, lembrou de mim de uma forma muito carinhosa ao falar do Selo de Qualidade. Ainda não conheço pessoalmente a Marina, mas pelos textos já tenho certeza de que temos muito em comum.
E a Aline Veingartner escreveu uma legítima e adorável crônica (ou resenha) a respeito do meu livro e dos meus textos. Fiquei todo prosa quando li a homenagem dela! Ainda mais porque essa guria também é escritora e eu diria que muito talentosa e promissora.
Obrigadíssimo, de coração!
O que escrevo a seguir é parte do “Desafio dos Sete”, que escolhi para dar sequência, do meu jeito, a esta brincadeira. O desafio consiste em dar sete respostas às sete questões que vocês lerão. Pois aí está. Para algumas das perguntas eu teria bem mais de sete respostas, poderia escrever páginas e páginas... Para outras, já é bem mais difícil. Enfim, só vou abrir mão de indicar mais sete blogues para seguir o desafio, como era o pedido original: eu volta e meia recomendo, aqui, no Twitter ou mesmo pessoalmente, os blogues de que gosto, mas não quero que ninguém se sinta forçado a nada. Quem quiser, fique à vontade para aceitar o “Desafio”!

7 coisas que tenho que fazer antes de morrer:
- compor uma canção;
- dar a volta ao mundo;
- passear uma noite numa ger (tenda) mongol;
- fazer amor à luz da lua;
- morar numa casa com jardim, horta, pomar, animais;
- velejar até Fernando de Noronha;
- vestir-me de Papai Noel.

7 coisas que mais digo:
- Bah!
- As coisa são difícil. (sic – é uma piada interna, bem entendido)
- Douze. (sic – outra piada interna)
- Desculpa. (mesmo quando não tenho motivo para me desculpar)
- Bom dia,
- Por favor,
- Obrigado – e todas as outras palavras que me fazem parecer um menino educado.

7 coisas que eu faço bem:
- chimarrão;
- andar em casa de olhos fechados;
- relembrar momentos obscuros da infância;
- improvisar (sim, eu assistia McGyver);
- encontrar o lado positivo de qualquer situação;
- encontrar relíquias num sebo;
- planejar viagens que parecem um quebra-cabeças logístico.

7 defeitos meus:
- não saber dizer “não”;
- deixar de dizer coisas que deveriam ser ditas;
- preguiça quase insuperável na hora de fazer faxina;
- a arte da procrastinação;
- inacreditável falta de talento musical;
- inacreditável falta de talento para a dança;
- insistir em tocar e dançar apesar dos dois itens anteriores.

7 coisas que amo:
- livros;
- um barco a vela;
- um leve toque de exotismo no tempero da comida;
- chás;
- viagens;
- as pessoas, paisagens, coisas, histórias e sabores que encontro quando viajo;
- elogios espontâneos.

7 qualidades minhas:
- habilidade com números;
- habilidade com letras;
- criatividade;
- sinceridade;
- senso de justiça;
- objetividade (quando vem ao caso);
- e subjetividade (também quando vem ao caso).

7 blogues indicados:
- conforme expliquei acima.

3 comentários:

Marina disse...

Parabéns por tocar e dançar mesmo achando que não tem talento. Admiro pessoas que não deixam de fazer o que gostam com medo de passar vergonha. E, afinal, a gente só aprende treinando.

Fiquei uma hora pensando para quem mandaria o selo, pensando em quem poderia gostar. Era pra enviar para 15 pessoas, mas não tive coragem de mandar pra tanta gente. Acho que perde-se o sentido de "especial". Espero que tenha gostado.

Beijos.

Dani Santos disse...

Ah, Eduardo... dá pra te ver desenhado nesse jogo dos sete acertos, sete erros, sete vidas... o jeito especial com que vc olha o mundo, estampado em cada palavra... e fico lembrando das pequenas coisas, da simplicidade das flores que a gente encontra pelos caminhos, da leveza dos ventos que nos tocam...

saudades imensas, moço... sempre...

Aline Veingartner disse...

Ah, que esplêndido entrar aqui e achar uma surpresa dessas!
Obrigada pela indicação, Edu!
Aguardo novidades literárias por aqui, hahaha :)