sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Poema do sempre que nunca passa














Toca o sino da igrejinha.
Cidade pequena de praça e coreto,
gente simples de rotina sempre a mesma,
tão sempre a mesma gente, meu Deus!

Igreja eternamente cheia de senhorinhas carolas,
cores sóbrias e terços nas mãos,
a vida inteira a escorrer lá fora.

Sempre a mesma vidinha sem graça, meu Deus,
e sempre a mesma confiança cega
de que tudo vai melhorar
no Natal, no ano que vem, na próxima estação...

Mas (pergunta alguém) as coisas não melhoram?
Diz o velhinho na praça: se melhorar, piora.

texto e fotografia por Eduardo Trindade

8 comentários:

Jucifer disse...

olá guri
bem as vezes nos encontramos neste estado da mesmisse
tudo parado nada se movimenta
ai vale tu se movimentar e fazer as coisas andarem

bjo grande

Í.ta** disse...

cotidiano nosso :)

ficou muito bom, gostei!

abraços.

May-blog disse...

A vida é assim mesmo.
às vezes é melhor um estado pacato de normalidade e sossego para nossa inspiração, em vez de uma agitação cujos resultados são imprevisíveis.
Abraços blogosféricos ^^
Mayanne Serra

Lara Amaral disse...

Há um eterno que as pessoas insistem em empurrar com a barriga.

Beijo!

Maggie disse...

Mas é precisamente essa espécie de esperança eterna e inabalável que admiro no povo brasileiro... aqui o meu povo português, o povo do fado, que lavava no rio, como cantava Amália Rodrigues, espera sempre que piore, acha sempre que aqui é tudo mau. Apesar de tudo, acho que o Brasil ficou com o lado feliz da alma, nós ficámos com o lado triste e fatalista. Talvez por isso somos países irmãos, que se completam.

Abraço transatlântico!

Aline V. disse...

Querido, há um 'recadinho' para você em meu blog!
Estou precisando passar umas horinhas por aqui para colocar a leitura em dia :)
Um abraço!

Palomilla . disse...

As vezes as coisas mudam e a gente continua a sentir na mesmisse mesmo.. Vida besta!

Anônimo disse...

Foto lindíssima!
Por vezes as pessoas seguem tão à risca o seu caminho, que esquecem de olhar para o lado e sonhar...

Um abraço de Portugal!

Carlota Pires Dacosta