quinta-feira, 31 de julho de 2008

Canção Vagarosa


Vejo-te despercebida
do mar em que navegas.

Vagas vagarosa
em vagarosas vagas.

Uma flauta quebrada
no alto do mastro

sopra a canção despercebida
do vento vagaroso.

Vejo-te navegante
de uma canção do vento.

Sonho-te vislumbrando
o dia que já vem.

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Estou de mudança: trazendo para cá meus versos, crônicas e fotografias que até então estavam no Interferência Criativa. A idéia é passar a colocar os meus textos aqui. Assim, posso fazê-los dialogar com as pinturas e também posso, aos poucos moldar este espaço para que fique mais com a minha cara.
Aqui estão os meus textos publicados anteriormente. Revê-los chega a ser terapêutico para mim, e eu espero que seja uma experiência válida para meus visitantes.

Abrindo a porta
Pequenos momentos
Criar laços
Dança
Sábado na Praça Quinze
Abraço?
Fábula acontecida no vento
Estátua viva, lentes coloridas e olhos de criança
Giz de cera
Crônica do domingo amelístico
Retrato
A Lei do Abraço
Metáforas (Vida)
A estrelinha
Desencontro
Entrelaçados
Como seria bom
Neve
Pintura
Pedra-sabão
Ela (crônica de Natal)
Luana Tomasi
Teu jeito
Ponto de vista
Memória
Contracapa
A menina de açúcar
Falta
Timidez
Versos
Moinhos de Vento
Bailarina
Roteiros
Brincadeiras
Crônica do Piquenique
São Luís do Maranhão
Quietude
No cais
Sob o sol
Vida
Poeta

sábado, 12 de julho de 2008

Diana

Diana, a caçadora,
sustém o arco
contra seu maior inimigo
e o tiro sai ágil, certeiro,
fatal.

Pobre Diana!
Na pressa, tomara por engano
uma das setas encantadas
de seu sobrinho,
Cupido.

Texto e foto: Edu Trindade
Licença poética: a retratada é, na verdade, a ninfa Eco, apaixonada por Narciso
Histórico: publicado originalmente no Interferência Criativa